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XIV Copa do Mundo da FIFA - 1990
Renato Gaúcho
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Renato Portaluppi, mais conhecido como Renato Gaúcho (Guaporé, 9 de setembro de 1962), é um ex-futebolista brasileiro, que foi ponta direita do Grêmio, Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, Fluminense, Atlético Mineiro, Roma e Bangu.

Antes de encerrar a carreira, ainda em 1996, experimentou o cargo de treinador no Fluminense, ainda atuando também como jogador. Após encerrar sua carreira como jogador, em 1999, tornou-se treinador. Passou por Madureira, Fluminense e Vasco da Gama, antes de voltar ao Fluminense. Nesse clube conseguiu chegar à final da Taça Libertadores da América, em 2008, e foi campeão da Copa do Brasil, em 2007. Em agosto de 2008, já desgastado com a torcida e diretoria após fraco desempenho no campeonato brasileiro, foi demitido. No mês seguinte Renato foi contratado pelo Vasco da Gama, retornando ao clube que treinou entre os anos de 2005 e 2007.

Renato começou sua carreira no Clube Esportivo de Bento Gonçalves, onde morou durante toda sua infância e juventude. Mais tarde, foi contratado pelo Grêmio, clube que o projetou para o Brasil e para o mundo, após as conquistas da Taça Libertadores da América e do Mundial Interclubes, em 1983.

Na decisão do Mundial Interclubes, em Tóquio, Renato fez os dois gols da vitória do Grêmio por 2 a 1 sobre o Hamburgo, da Alemanha. Por esse motivo, o atacante foi escolhido o melhor jogador da final, recebendo como prêmio um carro Toyota.

Depois do Mundial, Renato levou o Grêmio ao bicampeonato gaúcho em 1985 e 1986, sendo considerado o maior héroi da história do Grêmio por ter feito os 2 gols na final em Tóquio contra o Hamburgo da Alemanha. Foi convocado para a Copa do Mundo de 1986, mas durante os preparativos para a competição teve um desentendimento com o técnico Telê Santana e acabou de fora do grupo que viajou até o México.

Em 1987, Renato acertou sua ida para o Flamengo, onde veio a formar uma grande dupla de ataque com Bebeto. Renato ganhou a simpatia da torcida rubro-negra após marcar contra o Atlético Mineiro, no Mineirão, o gol que garantiu de vez o Flamengo na final do Campeonato Brasileiro de 1987. Naquela ocasião, Renato foi eleito o melhor jogador do campeonato, recebendo a Bola de Ouro da Revista Placar.

Trocou o Rio de Janeiro pela Itália em meados de 1988, onde foi jogar pela Roma. Porém, retornou ao rubro-negro já no ano seguinte. Desta vez, atuando ao lado de Bobô e Gaúcho, Renato sagrou-se campeão da Copa do Brasil de 1990.

Também em 1990, foi convocado para ir a Copa do Mundo da Itália. No entanto, na Seleção de Lazaroni, Renato foi somente o reserva de Careca e Müller. Entrou na partida contra a Argentina, nas oitavas-de-final, mas não conseguiu reverter o placar adverso de um a zero que acabou resultando na eliminação do Brasil.

Em 1991, deixou o Flamengo novamente quando assinou sua transferência para o Botafogo. Integrou a equipe alvi-negra que às finais do Campeonato Brasileiro de 1992, contra o próprio Flamengo. O rubro-negro venceu por 3 a 0 na primeira partida e, no dia seguinte, Renato compareceu ao churrasco comemorativo dos atletas do Flamengo, na casa do amigo Gaúcho. O incidente repercutiu amplamente na mídia, gerando um imenso desconforto na sede do Botafogo. Renato foi penalizado com afastamento do grupo e o Botafogo apenas empatou a partida de volta, perdendo o título.

Depois de sua conturbada saída do Botafogo, Renato foi para o Cruzeiro, onde ajudou o time mineiro nas conquistas do Campeonato Mineiro e da Supercopa Libertadores, ambos em 1992.

Então, após passagens discretas por Flamengo e Atlético Mineiro, Renato chegou ao Fluminense em 1995. No Campeonato Carioca desse ano, Fluminense e Flamengo fizeram a final. Apesar de terminar o primeiro tempo em vantagem, o tricolor teve jogadores expulsos, o que permitiu a reação e o empate rubro-negro em 2 a 2, resultado que daria o título ao clube da Gávea. Mas faltando quatro minutos para o final da partida, Aílton fez boa jogada e bateu para o gol. A bola escorou na barriga de Renato e tomou a direção do gol. Com o resultado de 3 a 2, o título ficou com o Fluminense e a jogada, conhecida como o gol de barriga.

Mais tarde naquele ano, Renato colaborou para a chegada do Fluminense até as semi-finais do Campeonato Brasileiro de 1995. Porém, em 1996, o Fluminense fez péssima campanha no Campeonato Brasileiro. Nas últimas rodadas, quando o time lutava contra o rebaixamento, Renato tentou transmitir confiança à torcida declarando publicamente que desfilaria nu caso o Fluminense caísse para a Segunda Divisão. Mas as palavras do craque não foram suficientes e, por fim, o Fluminense terminou o campeonato na penúltima posição. Contudo, o craque, felizmente, não pagou a promessa.

Em 1997, Renato voltou a jogar novamente no Flamengo e, dois anos mais tarde, em 1999, encerrou sua carreira no Bangu.

primeira experiência de Renato como treinador aconteceu em 1996, quando ainda era jogador do Fluminense. Na luta contra o rebaixamento, o tricolor carioca, por duas vezes, chegou a usar Renato como treinador interino.

Mais tarde, após sua retirada dos gramados, Renato iniciou a carreira de treinador no Madureira, time da cidade do Rio de Janeiro. Ficou neste clube por dois anos, mas não conseguiu se firmar na nova função.

Em setembro de 2002, Renato teve outra oportunidade como técnico, quando voltou a exercer o comando da equipe do Fluminense. Deixou o cargo quase um ano depois, em julho de 2003. Porém, poucos meses depois, entre outubro e dezembro daquele ano, teve nova passagem pelo clube carioca.

Depois de sua saída do Fluminense, Renato ficou desempregado durante o ano de 2004. Em 2005, o Vasco da Gama, clube que Renato nunca chegara a vestir a camisa como jogador, contratou-o como técnico. No Vasco, Renato conseguiu, definitivamente, solidificar sua carreira como treinador. Conseguiu levar sua equipe ao vice-campeonato da Copa do Brasil de 2006 e ao 6º lugar do Campeonato Brasileiro de 2006, sendo eleito o segundo melhor técnico do Brasil, pela votação da CBF. Contudo, depois de não conseguir levar o Vasco da Gama às finais do Campeonato Carioca de 2007, foi demitido do clube e acabou regressando ao Fluminense.

Na nova passagem pelo tricolor carioca, chegou novamente às finais da Copa do Brasil. Após o empate no primeiro jogo por 1 a 1, realizado no Maracanã, o Fluminense foi até Santa Catarina e derrotou o Figueirense por 1 a 0. Com isso, a Copa do Brasil de 2007 tornou-se o primeiro título na carreira de Renato como treinador. Com a conquista da Copa do Brasil, o Fluminense garantiu uma vaga para a Copa Libertadores, a primeira oportunidade de Renato disputar esta competição como treinador. Na atual campanha da Copa Santander Libertadores da América, o Fluminense conseguiu uma classificação contra o Sâo Paulo de Muricy Ramalho, vencendo por 3 a 1 a equipe paulista e levando o Fluminense a uma inédita semi-final da Taça Libertadores, com um gol do atacante Washington nos acréscimos do segundo tempo, de cabeça, jogada treinada à exaustão pela equipe. Na quarta fase da mais importante competição continental, o Fluminense disputou as semifinais contra o Boca Juniors, da Argentina, com quem empatou por 2 a 2 na primeira partida disputada em Buenos Aires, e venceu por 3 a 1 no jogo de volta no Maracanã, classificando o tricolor, para a inédita final e escrevendo seu nome na história do clube. Na final foi derrotado pela Liga Deportiva Universitária, time do Equador, no Maracanã lotado.

Após a derrota do Fluminense para o Ipatinga em Minas Gerais, ambos nas últimas posições do campeonato brasileiro, foi demitido na chegada da delegação ao Rio de Janeiro, ainda no aeroporto Santos Dumont na madrugada de 11 de agosto de 2008.

Em Setembro do mesmo ano, Renato Gaúcho acertou o seu retorno ao Vasco. Sua campanha não foi boa e o Vasco acabou rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

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